9 de abril de 2012

Meshuggah – Koloss (2012)

Considerada por muitos fãs e críticos como uma das bandas mais inovadoras do metal extremo, os suecos do Meshuggah surgem após um hiato de quase 4 anos com mais uma pérola para acrescentar à discografia altamente conceituada da banda. Koloss segue a marca registrada do grupo, seguindo o clima sombrio, com um groove “überpesado”, seguindo a temática futurista/apocalíptica e com as polirritmias e mudanças de dinâmicas que tornaram a banda conhecida.
Como os outros trabalhos da banda, Koloss pode soar “indigesto” até para os ouvintes mais acostumados com Death/Black metal tradicional, são mais de 50 minutos de um som torto, estranho, angustiante, que aos ouvintes mais desavisados certamente arrancam um “mas que p**** é essa?”. Tendo como pontos altos do disco, a arrastada “Break Those Bones Whose Sinews Gave It Motion”, a energética (e um flerte com o Metalcore) “The Demon’s Name Is Surveillance”, e o sublime encerramento com a instrumental e melancólica “The Last Vigil”.
Ao fim da audição de Koloss, fica a certeza de que esse é mais um disco obrigatório para todos que gostam de explorar o horizonte desse mundo caótico que é o mundo do metal extremo. Ouça com moderação!



Lucas Peixoto.

2 de abril de 2012

Opeth - Carioca Club (São Paulo, 01/04/2012)

E eis que surge no palco o quinteto sueco, capitaneado por Mikael Akerfeldt, o Opeth dá início ao que seria uma apresentação inesquecível para o bom público que praticamente lotou o Carioca Club em sua única apresentação em terras tupiniquins.
A noite pode ser dividida em duas. A primeira parte apresentando canções mais "leves", com vocais limpos, e uma outra metade já com suas composições mais agressivas. A reação da plateia a cada intervalo entre as músicas ou até mesmo durante elas, era impressionante, contagiava a qualquer ser vivo sortudo que estava no local. Independente do momento em que o show se encontrava.



Mikael Akerfeldt mostrou-se uma figura carismática, com a plateia em suas mãos, esbanjou simpatia e bom humor ao discorrer várias piadas, uma delas inclusive sobre a vinda anterior ao Brasil. Um stand up de brinde.
Quase duas horas de show, para nunca mais esquecer. A certeza que fica é a de que todos saíram com a expectativa superada.
Também interessante foi a variedade de estampas nas camisetas dos presentes, a grande maioria demonstrando seu gosto refinado por excelentes grupos. E quem souber o nome daquele que estava rolando no telão antes do Opeth, favor colocar nos comentários deste post.
Set List.

Leonardo Milan.